O Coletivo Quando Coisa participou da A-Mostra.Lab - mostra de cenas curtas que objetiva o fortalecimento da cena teatral em Belo Horizonte - com a cena "III Congresso Internacional para porcos e afins" em julho de 2012.
Esse trabalho tem como impulso de criação a notícia de jornal que retrata a história da menina encarcerada e violentada por seu padrasto em um galinheiro. Por meio da síntese poética e visual, os corpos (feminino e masculino) se movimentam por meio de seus duplos arquetípicos, o porco e a galinha. A presença desses corpos é permeada pela violência das relações de poder e deseja atravessar também os outros corpos participantes que congregam (existem simultaneamente) em torno da barbárie universalizada.
"menina não se esqueça de escovar os dentes podres que eu te dei antes de ir pra cama e ver seu pai foder a fada e enfiar a faca na geleia de amendoim que sai da sua boca tão pura tão seca não se esqueça de afogar o gato pra que o sapo venha e vire um príncipe bem jovem frio e calculista pra te cantar uma linda canção de guerra que fale de meninas e maçãs talvez de evas pra você dormir de bruços e acordar e morrer como faz todos os dias de manhã depois da primeira cicatriz depois de dar milho às galinhas de dentro do seu pequeno e jovem útero rosa onde você esconde suas pulgas e seus calafrios para o almoço que cozinha na varanda do galinheiro embaixo do porco que ri da sua dança do seu desespero de menina invadida". (Thálita Motta)


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